sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Águas de Março - Música



É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol


É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o Matita Pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira


É o vento ventando, é o fim da ladeira

É a viga, é o vão, festa da cumueira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira


É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão


É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto


É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada


É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã


São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração


É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé


São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração


É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã


São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
Pau, pedra, fim, caminho
Resto, toco, pouco, sozinho
Caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol


São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.

Águas de Março



A música “Águas de Março” foi escrita e composta pelo conhecido cantor Tom Jobim, em Março de 1972. Encontrava-se na casa de campo da família em São José do Vale do Rio Preto, num retiro autoproposto, para deixar de beber e fumar. A música, rabiscada num saco de pão, é o resultado de uma inspiração momentânea com uma preocupação reflectida sobre a vida e a morte. Os elementos campestres desta região foram também o mote para o álbum que se seguiu, (incluindo esta música) Matita Perê, lançado um ano depois. No entanto, a música Águas de Março fez parte de uma edição especial, lançada em Maio de 1972, apenas dois meses depois de esta ser escrita, juntamente com outra canção do mesmo e com o jornal Pasquim. O sucesso só surgiu, no entanto, dois anos após o lançamento, através do dueto com Elis Regina, uma das cantoras mais aclamadas da música brasileira. A canção, mesmo passados 40 anos, mantém a sua popularidade e é considerada uma das melhores a nível nacional.

Ilustrar...

A ilustração, com a sua grande capacidade de sintetizar, acompanhar e/ou substituir o texto, é considerada por muitos um elemento importantissimo do design gráfico, estando presente em muitos objectos, como revistas, jornais e livros.
Neste post, apresento uma série de ilustradores, cujos trabalhos vão ao encontro do que procuramos no projecto 2, pela utilização da linha e da mancha de cor. 

Alain Corbel








Lucinda Rogers















Oliver Kugler




Sandrine Matin

















quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Projecto 1 - Design Suíço e os princípios da Arquitectura da Página



O Projecto 1, realizado em grupo, tinha como principal objectivo estudar o sistema de grelhas segundo autores como Karl Gerstner e Muller-Brockmann, de facto foi neste autores que nos centramos.
O projecto tomou a forma de uma publicação com 2 direcções de leitura em que cada lado corresponde a um autor – biografia, texto introdutório, obras gráficas e citações. A publicação deveria dar grande importância há componente visual e á relação dos dois autores, e por isso os conteúdos presentes são o resultado de uma selecção, que tinha como principal critério apresentar o mesmo tipo de informações sobre os dois autores. Neste sentido, dá-se destaque aquelas que foram as suas obras mais marcantes e importantes no campo do design gráfico e ainda às suas visões sobre os mesmos tópicos. No centro da publicação encontra-se portanto a confrontação directa entre os conteúdos apresentados paralelamente nas outras páginas, sob a forma de um diagrama/esquema.
Ao longo do desenvolvimento do trabalho, as principais preocupações centraram-se na selecção dos conteúdos e na sua apresentação, nomeadamente na construção de hierarquias e uniformidade ao longo de toda a paginação. Foram construídos dois textos editoriais, devido ao carácter da publicação e ainda pequenas legendas informativas.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Karl Gerstner e Josef Muller-Brockmann

Karl Gerstner 

1930 - Nasce a 2 de Julho, em Basel.
1945-46 - Estuda Design Gráfico e Tipografia na Allgemeine Gewerbeschule, Basel
1946-49 - Aprendiz de designer na Fritz Buhler Advertizing Studio, Basel
1946-47 - Serve no Exército suíço.
1949-59 - Trabalha como freelancer (designer e fotografo) para a Geigy, uma empresa farmaceutica e Bureau Basel desing studio, Basel.
1957 - Livro Kalte Kunst? - zum Standort der heutigen Malerei, Teufen
1957 - Livro Schiff nach Europa
1958 - Casa com Inge Hoechberg
1959 - Livro Die Neue Graphik, Teufen e London
1959-62 - Funda com Markus Kutter a agência publicitária Gerstner+Kutter
1962-70 - Surge a Gerstner-Gredinger-Kutter, com a colaboração de Paul Gredinger
1963 -Livro Designing Programmes, Teufen e New York
1970 - Começa a concentrar-se na pintura.
1973 - Livro Think Program, New York
1986 - Livro The Forms of Color, Cambridge, Massachusetts


Josef Muller-Brockmann 

1914 - Nasce Jodef Mario Müller a 9 de Maio, em Rapperswill, na Suiça
1930 - Estuda arquitectura, design e história da arte em Abendgymnasium Juventus, em ETH Eidgenossische Technische Hochschule, na Universidade de Zurique e em Kunstgewerbeschule, Zurique
1934-36 - Assistente gráfico e publicitário de Walter Diggelmann
1936 - Começa a trabalhar como freelancer
1942 - 1º casamento com Verena Brockmann. Adopta o seu último nome
1950s - Conjunto de cartazes para Tonhalle, Zurique
1951 - Membro da Allience Graphique Internacionale
1956-59 - Professor de design gráfio em Kunstgewerbeschule, Zurique 
1958-65 - Fundador e coeditor da revista Neue Grafik
1966 - Contratado pela IBM Europa, em Paris 
1967 - 2º Casamento com Shizuko Yoshikawa
1971 - Livro History of Visual Communication, Teufen
1971 - Livro History of the Poster, com Shizuko Muller-Brockmann, Zurique 
1981 - Livro Sistema de Grelhas, Teufen
1985 - Prémio Brunel e medalha de ouro de Canton, Zurique 
1996 - Morre a 30 de Agosto, em Zurique